O Desafio de uma filosofia renovada!
Se todos os alunos
da escola Garcia de Orta têm ou tiveram a disciplina de filosofia, nem todos
têm, ou tiveram, uma experiência gratificante. Uma experiência marcante,
duradoura e positiva.
As causas desta
relação pouco apaixonante com as temáticas, os autores e as problemáticas da
disciplina, têm vários “culpados”. Entre os principais “culpados”, estão
algumas expectativas face a um saber, que se reclama diferente dos saberes
tradicionais – científicos ou tecnológicos – expectativas muitas vezes
traduzidas na pergunta - “Para que serve
a filosofia?”
Outro grande “culpado” dessa relação
temperamental e turbulenta com o filosofar, é o próprio programa, nem sempre
aliciante, nem sempre com continuidade lógica, nem sempre adaptado ao nosso
tempo de mudança...
Um terceiro
culpado será o manual, pesado livro de sabedoria profunda e linguagem
hermética, entremeado de esquemas e cenários de resposta, sugestões
cinematográficas e bibliografia.
Também o espaço da filosofia – a sala de aula
– não é o espaço ideal para se refletir o mundo e a realidade. Não é por acaso
que Sócrates, os Sofistas ou Aristóteles, filosofavam nos lugares públicos,
deambulando pelas praças e os jardins. Conseguem
imaginar uma aula de filosofia a caminhar à volta dos quarteirões, por entre as
árvores e a relva?
Por último, os
“suspeitos do costume” - os professores – por poderem ter uma visão muito
conservadora, muito pedagógica, muito centrada nos objetivos. Divididos entre
duas tentações que António Sérgio identificava com a metáfora do oleiro e do
jardineiro, o primeiro queria moldar pessoas como o barro, o segundo queria
regar a planta para que ela crescesse por si.
Que fazer então para refrescar esta filosofia?
Este ano a proposta
é continuar a inovar a disciplina, sem perder de vista o objetivo final, “Saber
pensar para saber viver”. Neste sentido, vamos inaugurar um novo espaço de
reflexão, uma Ágora virtual dos tempos
modernos, para podermos publicar os “textos
que fizeram filosofia” e assim trabalhar competências argumentativas. O
objetivo é criar um espaço aberto de debate de ideias e análise de problemas da
filosofia para que ao saírem do secundário, os alunos da escola Garcia de Orta tenham
da disciplina uma imagem mais motivadora e inovadora. Para quando estiverem a
discutir política ou os valores, tenham um discurso argumentativo mais sólido e
coerente. Para que nas suas atividades profissionais – científicas ou técnicas
– nunca percam a capacidade de se interrogar e de mobilizar conhecimentos. Os
artigos, escritos pelos aprendizes de
filosofia poderão ser comentados e ampliados na sua interpretação
constituindo uma excelente oportunidade de promoção da expressão escrita,
ancorada a uma reflexão pessoal, crítica e construtiva….
Mãos à obra! Bom
trabalho! Prof. Raquel Pereira
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
ResponderEliminarPor determinantes da ação entende-se os fatores que, atuando sobre nós, determinam as nossas ações, isto é, impedem que a nossa vontade encontre cursos alternativos de ação.
ResponderEliminarNão dispomos de outra opção a não ser realizar o que certos fatores impõem. Assim, as nossas ações são determinadas quando, fazendo o que fizemos, não tivemos a possibilidade de fazer algo diferente.
Inês Lopes, 10°K
Excelente ferramenta de trabalho! Permite que os alunos reflitam em conjunto, leiam/oiçam o outro e estruturem o pensamento através da escrita. Parabéns a todos os alunos que participam no blog!
ResponderEliminarProf.ª Fernanda M. Pinto
Eu gostei do filme manobras na casa branca porque mostra-nos como políticos e a mídia manipulam a opinião pública, criando crises falsas para desviar a atenção de escândalos. O filme critica como a realidade pode ser distorcida e faz-nos questionar o que é realmente verdade nas eleições e na mídia.
ResponderEliminarAntónio Pereira N2 10B